Moradores de Ribeirão Preto apelam para raquete elétrica

Em meio à campanha ineficiente de dengue, moradores de Ribeirão Preto apelam para raquete elétrica para matar mosquitos

  • O comerciante Aurelio Alves dos Santos com raquete mata-mosquito: epidemia de dengue alavanca procura por produto O comerciante Aurelio Alves dos Santos com raquete mata-mosquito: epidemia de dengue alavanca procura por produto
A campanha de combate à dengue em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), capital da doença no Estado de São Paulo, não tem obtido resultado e os números de contaminação e morte só aumentam. Uma das alternativas encontradas pelos moradores foi usar uma raquete elétrica para matar os mosquitos transmissores da doença, o aedes aegypti.
Ana Alice de Castro e Silva, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, considera a situação da dengue no município “extremamente preocupante”. Segundo ela, o controle da doença depende de conscientização dos moradores, mas que os arrastões de limpeza e as visitas de agentes de saúde às casas não têm sido eficientes. “O agente entra na casa, tira os criadouros e, quando volta lá depois de 15 dias, encontra outros focos”, afirma.
Para Silva, a raquete funciona bem para matar o mosquito. Mas, afirma, o importante é eliminar os criadouros do inseto. "Isso é muito mais importante."
Ribeirão tem cerca de 250 agentes de saúde no combate contra os criadouros. O serviço municipal de saúde de Ribeirão já realizou 360 mil visitas a residências desde janeiro.
A cada três casas visitadas, em pelo menos uma delas o agente não conseguiu checar se a situação está em ordem porque o imóvel estava trancado. Ribeirão tem três tipos de vírus de dengue em circulação. “Ainda não encontramos o tipo quatro, mas ele já está próximo”, afirma a chefe da Vigilância Epidemiológica.
Mortes e casos
O número de mortes pela dengue em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) neste ano chegou a 12 e já supera o total de nove casos registrado na cidade em 2010, quando cerca de 30 mil pessoas foram infectadas pela doença. Segundo Ana Alice de Castro e Silva, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, a explicação para o aumento do número de óbitos pode estar nos exames mais precisos feitos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Em 2011, foram registrados em Ribeirão 15.325 casos de dengue, a segunda maior epidemia da doença nos últimos 20 anos na cidade. Mas, de acordo com Ana Alice, esse número não representa a realidade porque ainda existem 10 mil exames para serem feitos. “Tivemos problemas no recebimento de kits para exames, o que atrasou o trabalho. A ideia é fazer o restante das análises até o próximo mês. Aí o número pode subir muito”, afirmou a médica.
Raquete
A epidemia de dengue em Ribeirão Preto, que responde por 22% dos casos estaduais da doença, tem sido sinônimo de lucro para comerciantes que vendem uma raquete elétrica usada para matar pernilongos. O produto, importado da China, está à venda em praticamente todo o calçadão central de Ribeirão e lojas que revendem produtos do Paraguai.
O sucesso da raquete não agradou o comerciante Aurelio Alves dos Santos, 78, que tem uma loja no Centro Popular de Compras. Ele vendia, há seis meses, o mata-mosquito a R$ 20 a unidade. Com a popularização da raquete entre os camelôs, o preço caiu para R$ 12. “Eu vendia seis raquetes por dia. Agora, vendo seis por semana".

Fonte: UOL
Share this post :

Postar um comentário

 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2011. Rádio Defácio - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger